segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

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domingo, 14 de outubro de 2018

Associada ao açaí, doença de Chagas avança e dobra em sete anos no Brasil

Pacientes aguardando tratamento em Belém-Pará. Foto: Reprodução
Pará concentra metade dos registros; transmissão oral, por alimentos, predomina Belém, Abaetetuba e Igarapé-Mirim
Por Redação Folha
Após contrair a doença de Chagas, Maria das Graças passou a ter dificuldades para respirar e se alimentar, mas o que mais a machucou foi a reação da amiga ao saber da enfermidade: Ela me empurrou longe, agora só fala comigo do outro lado da rua.
Ex-diarista, Maria das Graças Oliveira, 60, conta seu caso em uma das salas da vigilância epidemiológica de Abaetetuba (PA) uma casa simples, com pintura desgastada e esgoto a céu aberto. Falei para ela que a doença não era pegativa, mas não adiantou. Dói muito ser rejeitada, diz.
O preconceito e o desconhecimento em relação à doença são comuns, mesmo em áreas endêmicas. Abaetetuba, a cerca de duas horas de carro de Belém, é um dos municípios mais afetados pela doença no Pará estado que concentrou mais da metade dos registros de Chagas no país em 2018.
Os casos da doença na forma aguda, a única de notificação obrigatória, mais do que dobraram de 2010 a 2017, passando de 136 para 356 no país.
Segundo o Ministério da Saúde, a média anual era de 200 casos, número que tem sido superado desde 2015.
De 30% a 40% dos pacientes desenvolvem a forma crônica da doença, com complicações cardíacas e digestivas.
Não há números precisos de doentes crônicos, mas a pasta estima que haja de 1,9 milhão a 4,6 milhões de brasileiros nessa condição, como Maria das Graças.
Ela contraiu a doença há seis anos e fez o tratamento na fase aguda, quando as chances de cura são altas, de cerca de 80% o medicamento, o benznidazol, é dado pelo SUS.
Quatro anos depois, a ex-diarista começou a ter falta de ar de noite. O marido tinha que apertar a sua barriga para ela conseguir respirar.
Fiz quatro alargamentos do esôfago, porque estava quase fechado, diz ela. O marido, também com Chagas, desenvolveu arritmias e problemas no fígado. Os dois pararam de trabalhar e hoje são sustentados pelos filhos. Esse bicho acaba com o nosso corpo.
Ver o Peso em Belém do Pará, onde concentra venda de açaí. Foto: Reprodução
O bicho a que Maria se refere é o parasita Trypanosoma cruzi, presente nas fezes do barbeiro, e causador da doença. A transmissão clássica, a vetorial, ocorre pela picada do inseto. A partir dos anos de 1970, o controle do vetor reduziu esse tipo de transmissão no país. Atualmente, predomina a via oral, em que a infecção ocorre por meio de alimentos contaminados com as fezes do barbeiro ou com partes do inseto triturado.
Ainda que a transmissão possa ocorrer por outros alimentos, como a cana-de-açúcar, no Pará a doença está muito associada ao açaí. Na época da safra, no segundo semestre, os casos aumentam. Até agosto de 2018, foram 231, embora a safra esteja só no início.
Antes tinha um período para os surtos acontecerem, agora é o ano todo. E está muito subnotificado, é só a ponta do iceberg, diz a cardiologista Dilma Souza, coordenadora do programa de Chagas do Hospital Universitário João de Barros Barreto, referência para a doença.
Ainda não se sabe o motivo do aumento. Precisamos fortalecer estudos epidemiológicos já iniciados para entender o que tem ocorrido, diz a infectologista Ana Yecê Pinto, coordenadora do setor de atendimento médico do Instituto Evandro Chagas, outra referência no estado para a doença.
Mas há algumas hipóteses, como a expansão do consumo do açaí ou a melhora do diagnóstico da doença no Pará.
A bióloga e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Juliana de Meis, diz que o treinamento de profissionais pode ter contribuído para o aumento dos registros.
Desde 2003, o governo do estado faz capacitações para microscopistas sobre diagnóstico laboratorial de Chagas. Mesmo assim, é um sinal de alerta, porque sugere uma infecção silenciosa, diz Meis.
Para o diretor de endemias do Pará, Bernardo Cardoso, o aumento se deve ao uso das batedeiras. Quando se amassava na mão, as pessoas jogavam água quente para amolecer e isso higienizava o açaí. Agora vai direto na máquina.
A diretora do Instituto de Medicina Tropical da USP, Ester Sabino, afirma, no entanto, que não há um risco de epidemia nacional, porque o consumo do açaí fresco é restrito ao Norte. Os números nunca vão ser tão altos quanto foram na forma vetorial clássica.
Ainda assim, a transmissão oral preocupa, por causar mais óbitos (cerca de 5%).
Subnotificação
Um dos desafios é evitar a subnotificação. Há um desconhecimento de médicos sobre Chagas, mesmo em áreas endêmicas, e muitos pacientes não apresentam sintomas, nem mesmo na fase aguda. No Pará, cerca de 25% são assintomáticos.
Quando existem, os sintomas, como a febre, podem parecer virose, malária ou dengue. Muitas vezes o exame laboratorial nem é pedido, diz a especialista em doenças negligenciadas, Vitória Ramos, do Médicos Sem Fronteiras.
A mãe de Miguel Ferreira, 83, morreu sem o diagnóstico. Em 1998, oito pessoas da sua família ficaram doentes, em um dos primeiros surtos de Chagas registrados em Abaetetuba. Nos casos de transmissão oral, é comum que vários familiares fiquem doentes de uma só vez, pelo consumo do mesmo alimento.
O diagnóstico só chegou 20 dias depois, quando a mãe já havia morrido. Miguel estava internado e não pôde ir ao enterro. Eu queria ir, mas o médico não me liberou, diz ele, dono de uma loja de ferragens. Na época, Miguel e a esposa foram tratados, mas desenvolveram o tipo crônico.
Ele teve um AVC e colocou quatro pontes de safena e uma mamária. A esposa precisou de um marca-passo. Miguel reclama do cansaço, que atrapalha o trabalho: Durmo o tempo todo.
Para se tratar, o casal vai até Belém, porque não há um cardiologista especializado em Chagas no município, situação comum no estado. Em Igarapé-Miri, um município próximo também muito afetado pela doença, a família de Radija Pena, 15, passa pelo mesmo problema.
Preparação do açaí no interior do Pará. Foto: Reprodução
Ela e três parentes contraíram Chagas, mas resistem em associar a doença ao açaí, principal renda da família de ribeirinhos extrativistas. A mãe, Risolar Souza, 35, e a irmã, Valquíria, 13, ficaram mais de dez dias internadas, quatro na UTI.
Radija teve dores no peito e arritmia por dois anos. Não podia nem nadar no rio. O professor de educação física achava que eu era fresca, conta ela, que hoje está bem.
A mãe e o pai, entretanto, desenvolveram a forma crônica e não conseguem mais trabalhar na extração do açaí. Precisam pagar duas pessoas na época da safra, quando ganham cerca de R$ 5 mil no total renda que sustenta a família o ano inteiro.
Não posso nem lavar roupa mais ou espanar a casa que sinto falta de ar, preciso parar e descansar, explica Risolar. A casa da extrativista, de cimento aparente, fica na beira do rio, cercada pelo açaizal.
Para pagar os custos com saúde, a família tem dependido da ajuda de parentes. Eles gastam R$ 600 para ir a Belém fazer o acompanhamento.
Há um programa de transporte de pacientes, mas o estado e municípios dizem que faltam recursos. O Pará é enorme, com áreas de difícil acesso e não é tão rico para pagar tudo isso, diz Cardoso, diretor de endemias do estado.
Ministério da Saúde afirma que os repasses de Tratamento fora de domicílio (TFD) para o estado foram de R$ 82,2 milhões desde 2016. A pasta diz que o número de médicos no Pará cresceu 36% em sete anos.
Higiene do açaí
A principal forma de evitar a expansão da doença, segundo especialistas, é melhorar as práticas de higiene do açaí.
Um estudo dos pesquisadores Renata Ferreira e Otacílio Moreira, da Fiocruz, publicado em fevereiro, identificou a presença do DNA do parasita em 10% das amostras de açaí coletadas em feiras e supermercados no Rio e Belém.
Isso não significa que o parasita estava vivo e causaria a doença, mas sim que entrou em contato com a fruta e houve uma falha de higiene. É um alerta. Não é para não consumir açaí, ao contrário, eu mesmo tomo, é para ter segurança alimentar, diz.
Há uma preocupação em não se criminalizar a fruta, importante para a economia do estado e parte da alimentação diária do paraense. Por que acontece mais com o açaí? Porque 100% da população daqui consome, é como água para nós e uma fonte maravilhosa de nutrientes, diz Yecê, do Evandro Chagas.
Os especialistas explicam que o barbeiro não tem uma preferência pela palmeira de açaí, o contato do inseto com o fruto ocorre depois, durante o processamento ou armazenamento. O barbeiro fica nas palmeiras mais frondosas, não no açaí, afirma a bióloga e especialista em Chagas, Angela Junqueira, da Fiocruz.
Armazenado em cestos abertos, o açaí fermenta, gerando calor, gás carbônico e odores que atraem insetos, como o barbeiro.
De acordo com professor de engenharia de bioprocessos na UFPA, Hervé Rogez, o açaí é pouco ácido, o que permite sobrevivência do parasita. O açaí é muito hospitaleiro. O Trypanosoma cruzi nunca sobreviveria em um limão, por exemplo, explica.
Uma forma de eliminar o parasita é o branqueamento, que consiste em mergulhar o fruto em água a 80°C por dez segundos e, em seguida, jogar na água fria para um choque térmico. Em 2012, após um decreto estadual, a prática passou a ser obrigatória para batedores artesanais.
A Prefeitura de Belém, em parceria com o Governo do Pará, criou um selo de qualidade, o Açaí Bom, para vendedores que seguem as regras de higiene. O Programa Estadual de Qualidade do Açaí também promove capacitações para batedores no interior.
Na capital, entretanto, são apenas 140 com selo, dentre 5.000 batedores. No início do mês, a Casa do Açaí, da vigilância sanitária de Belém, fez uma pesquisa com 134 vendedores com o selo e só 21% estavam aptos.
Na época de safra, o desafio da vigilância aumenta: surgem cerca de três mil pontos de venda temporários. Na periferia da cidade, vendedores fazem batedeiras nos fundos de casa e anunciam o produto com uma pequena bandeira vermelha. A Casa do Açaí tem apenas seis funcionários para fiscalizar toda a cidade.
É o único município que tem equipe exclusiva para o açaí, foi um grande avanço. E o decreto melhorou muito a qualidade da bebida. Hoje muitos pontos já abrem com a estrutura certa, diz a gerente da Casa do Açaí, Camila Miranda. Para ela, os consumidores também precisam se conscientizar. Eles sempre buscam o açaí mais barato.
Para obter o selo, vendedores gastam de R$ 10 a R$ 18 mil em adaptações e equipamentos. No caso dos ribeirinhos extrativistas, que consomem o produto em casa, há outras medidas de higiene, mais baratas, que reduzem o risco de contaminação: tampar cestos e batedeiras, lavar o açaí com água fervente, mergulhar em bacia com hipoclorito, telar casas e afastar lâmpadas do local de processamento do fruto.
Algumas dessas práticas já foram incorporadas à rotina de Iracema Pereira, 62. Na sua casa de madeira, no rio Maracapucu, em Abaetetuba, seis pessoas ficaram doentes, mas foram tratadas e estão bem. Após a visita da vigilância municipal, a família passou a lavar a batedeira e o açaí com água quente.
A máquina, entretanto, ainda fica em um puxadinho de madeira nos fundos da casa, totalmente exposta à mata. O telhado de palha e a lâmpada Iracema quer retirar porque chamam o barbeiro.

Mas com o pouco dinheiro do açaí e da sua aposentadoria, os avanços são lentos. Consegui comprar um filtro de água outro dia, e paramos de ter verme, conta, orgulhosa. Vamos aos poucos, né, mana?.                    http://agendacapital.com.br

sábado, 13 de outubro de 2018

Matéria Exclusiva: Nova Fórmula que Reduz Açúcar no sangue e combate mais de 300 doenças

Pesquisadores chamam de "cápsula da vida" composto DE MORINGA OLEÍFERA que reequilibra o organismo, reduzindo o açúcar no sangue. 

Composto com Moringa Oleífera é usado com sucesso em países como Canadá, Japão e Índia para o tratamento de doenças crônicas.

Já está disponível no Brasil uma nova fórmula que devolve a qualidade de vida para pessoas que sofrem com açúcar alto no sangue.

Sem efeitos colaterais, o suplemento inédito no país já faz sucesso em vários países no mundo, como Canadá e Japão.

Trata-se de uma fórmula desenvolvida com a Moringa Oleífera, conhecida também como Árvore da Vida.

A Moringa é uma planta tropical de origem indiana e africana que por muito tempo foi estudada por cientistas e biólogos que a consideraram um “Milagre da Natureza”! Suas propriedades são incríveis e seus efeitos contra mais de 300 tipos de doenças foram testados e comprovados.

Além disso, essa planta é rica em sais minerais e vitaminas essenciais à saúde humana.

Infelizmente, essa planta não é encontrada facilmente em qualquer lugar... E mesmo quando encontrada, é necessário saber a quantidade e a forma ideal de se ingerir para aproveitar todos os seus benefícios.

Foi pensando nisso, que estudiosos, químicos, cientistas e médicos se reuniram e desenvolveram uma forma de tornar esse “Milagre da Natureza” acessível a todos, concentrando todas essas propriedades no suplemento Max Moringa, em forma de cápsulas.

Problemas que a Moringa Oleífera pode ajudar a combater.

A Moringa Oleífera é aprovada pelo NIH, Departamento de Saúde dos EUA, devido às suas características medicinais.


  1. Tratamento de Dores articulares, como Artrite, Artrose, etc.

  2. Níveis ​​alto de açúcar no sangue.

  3. Contra Colesterol Alto e Alta Pressão Arterial.

  4. Problemas de má digestão.

  5. Recuperação Músculos e Ossos debilitados.

  6. Recuperação da Visão Afetada.

  7. Combate Problemas Respiratórios, como Asma, Bronquite, Rinite, Sinusite.

  8. Combate contra Obesidade e excesso de peso.

  9. Ajuda a Recuperar da Falta de energia e Resistência do Corpo.

  10. Ciclo Menstrual desregulado e Cólicas menstruais intensas

  11. Contra Problemas Circulatórios

  12. Contra envelhecimento precoce das células (radicais livres)

Resultados de quem testou o suplemento de Moringa Oleífera.

Confesso que iniciei o tratamento meio desacreditado... Pra mim seria mais uma tentativa frustrada, me enganei!

Logo nos primeiros dias comecei sentir as primeiras transformações em meu corpo. A minha pressão ainda estava desregulada e minha glicose um pouco alta, mas o nível de disposição do meu organismo tinha dado um salto! Eu comecei a me sentir pelo menos uns 10 anos mais jovem. As dores articulares simplesmente desapareceram.

Já me animei! Afinal, mesmo se eu não visse mais nenhuma melhora já teria valido apena.

15 dias depois...

Inacreditável! Após 15 dias fazendo uso do Max Moringa minha pressão arterial estava regulada e meus níveis de glicose normalizados! Já não sabia mais o que era sentir dores nas juntas. Tive uma consulta de rotina com meu médico e ele ficou surpreso. Suspendeu a metade dos comprimidos que eu tomava.

Com isso meu corpo começou a funcionar muito melhor e eu me senti capaz de realizar tudo que eu queria, mas antes estava impossibilitado.

ANVISA Libera suplemento de Moringa Oleífera no Brasil.

O suplemento de Moringa Oleífera Max Moringa está liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, pelo o Art. 26, Decreto 79.094/77 – Lei 6.360/76. É isento de registro de acordo com a resolução nº 23 de 15/03/2000, garantia de que o produto é seguro e não faz mal para a saúde.

Lembrando que a Anvisa é uma agência reguladora vinculada ao Ministério da Saúde e trabalha no controle sanitário de os produtos e serviços comercializados no Brasil passivos de regulamentação de acordo a legislação vigente no país.

A liberação da Anvisa é obrigatória para preservar a segurança da população e todos os produtos vendidos em território nacional precisam passar pelo aval rigoroso da Agência.

Qualquer pessoas pode tomar o Max Moringa?

As cápsulas do MAX MORINGA não provocam efeitos colaterais, porém, grávidas, lactantes e menores de 18 anos não devem consumir, assim como quaisquer outros produtos sem que consultem um médico.
O MAX MORINGA é a forma mais potente e concentrada que se pode encontrar o extrato das folhas da Moringa Oleífera, o conteúdo das cápsulas é produzido com as folhas cuidadosamente selecionadas antes de serem enriquecidas por um processo especial para obter o melhor resultado possível!                                                         Fonte: http://cienciamaisbr.com

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Vitamina K2 e o Antienvelhecimento | Dr. Dayan Siebra

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