A graviola (Annona muricata) é uma fruta tropical originária da América Central, principalmente das ilhas caribenhas, no Brasil é muito comum na região norte do país, pois prefere climas quentes e úmidos, daí o fato de ser conhecida também como Jaca do Pará ou Jaca de pobre.
Os povos indígenas e os povos antigos da América Central utilizam amplamente a graviola para fins medicinais. Seu uso vai além do fruto, que é nutricionalmente muito rico (ver tabela abaixo), eles costumam utilizar também sementes, raízes e folhas para a produção de chá.
Composição da graviola (Annonamuricata)
Graviola (Fruto – 100g)
Quantidade por porção (100g)
Calorias
66 kcal
Água
82,8 g
Proteína
1,00 g
Gorduras
0,97 g
Carboidratos
14,63 g
Fibras
3,3 g
Cálcio
14 mg
Fósforo
27 mg
Potássio
278 mg
Ferro
0,64 mg
Tiamina
0,11 mg
Riboflavina
0,05 mg
Niancina
1,28 mg
Ácido Ascórbico
20,6 mg
Como podemos ver na tabela, a graviola é rica em água, o que auxilia na hidratação e a torna um diurético natural, principalmente pelo baixo teor de sódio presente na fruta.
Ela possui poucas calorias, pouquíssimas gorduras e proteínas, o que faz com que a considere ideal para dietas, mas essa afirmação é muito perigosa visto que ela possui muitos carboidratos no formato de açúcares, principalmente a frutose e glucose.
Agraviola ou annona muricata é utilizada popularmente para tratar doenças de estômago e como anti-helmíntico (vermes). Alegam ainda que o chá de suas folhas induz o sono e combate a diabetes. Também é utilizado popularmente como antisséptico e no tratamento de ferimentos cutâneos.
Uso medicinal (com comprovação científica)
Há pesquisas, no entanto, que demonstram que a Graviola possui diversas propriedades que são benéficas à saúde humana. A sua propriedade anti-helmíntica (combate de vermes), antifúngica, anti-inflamatória e antimicrobiana já foram comprovados. Também está comprovada a sua eficiência no combate ao piolho através de um extrato a partir de uma composição com arruda, graviola e fruta do conde.
A graviola e o câncer
Uma das propriedades mais polêmicas seria o seu uso contra o câncer. Alguns estudos indicam que a graviola possui um efeito citotóxico 10.000 vezes maior que a adriamicina, usada como fármaco de referência no tratamento de diversos tipos de câncer, e por este motivo estaria sendo utilizada como prevenção e tratamento do câncer. Essa informação está presente de forma intensa na internet, mas é preciso muito cuidado, pois os testes foram realizados apenas em camundongos.
Um experimento realizado em laboratório no Centro Universitário de Patos de Minas por Nepomuceno e Silva (2011) concluiu que a graviola, por apresentar alta citotoxicidade, não deve ser usada como preventivo para o câncer. No entanto, caso a doença já esteja estabelecida, a graviola poderá ser utilizada no tratamento, visto que diminui a frequência de tumores no organismo. Agindo assim como um coadjuvante no tratamento, não devendo ser utilizado como substituto aos tratamentos já estabelecidos pela medicina.
Cuidados especiais para o consumo de Graviola (fruta e chá)
Hipotonia (pressão baixa): O consumo da graviola pode levar a redução da pressão arterial. Pessoas que possuem tendência a redução da pressão arterial precisam ingerir de forma moderada a fruta já que ela é rica em água e possui pouco sódio.
Diabéticos: O consumo também deve ser moderado e acompanhado por uma nutricionista já que a fruta é rica em frutose e glucose, açúcares naturais que podem elevar rapidamente a glicemia, mesmo a fruta, como um todo apresentando um índice glicêmico considerado baixo. O uso do chá das folhas da graviola para controle da glicemia também não possui comprovação científica.
Toxicidade: O consumo do chá das folhas pode levar a intoxicação.
Consumo em excesso: O consumo em excesso do fruto está relacionado ao risco de doenças neurodegenerativas similares ao Parkinson. Estudos indicam que se um adulto consumir uma fruta por dia, diariamente, durante um ano, pode apresentar lesões cerebrais similares a pesquisa realizada em camundongos. https://www.relvaverde.com.br
Todos sabem que o café possui muitos componentes que podem ser prejudiciais à saúde. E para que você aprenda e substitua o café na sua rotina diária, que não é uma tarefa fácil, vamos ajudá-lo.
Muitos têm vontade de parar de consumir a tradicional bebida que acompanha as manhãs ou os intervalos do trabalho. O costume aliado a alguns componentes do grão, como a cafeína, fazem com que fique complicada extinguir totalmente o alimento da dieta.
O principal substituto
Existem muitas formas de substituir o café, uma alternativa muito recomendada e bastante saudável é a substituição pela cevada, que é um dos cereais mais produzidos no mundo, com diversas aplicações e uma longa carga de propriedades nutricionais.
Rico em carboidratos, fibras, vitaminas do complexo B e mineral selênio e magnésio – utilizado na formação dos ossos e na liberação de energia dos músculos.
A forma “torrada e moída” favorece o preparo da bebida de um jeito praticamente igual ao do café. Muitos garantem que essa é a configuração mais indicada de substituição, já que a cevada não contém cafeína, um dos componentes mais condenados da bebida em sua composição.
Quem prefere o cereal, garante muitos benefícios à saúde. A ação antioxidante inibe o aparecimento de vários tipos de cânceres e doenças cardiovasculares. A cafeína é muito nociva ao corpo. Dependendo da quantidade da substância ingerida, ela pode favorecer muito o aparecimento de tumores involuntários, aumento a pressão arterial e da frequência cardíaca.
Diante de todos esses dados fica fácil concluir que deixar de usar o café e passar a consumir cevada é uma questão de saúde.
Sobre a cevada Superbom
A Superbom disponibiliza o produto de duas formas: torrada e moída ou solúvel. A primeira opção, como já foi citado anteriormente, deve ser preparada da mesma forma que o café. A segunda fica ainda mais fácil de se fazer, bastando apenas adicionar o pó na água (ou leite, como preferir) diretamente no recipiente para consumo, sem a necessidade de coar. Ambas as formas garantem que você tenha uma vida mais natural e saudável. http://www.superbom.com.br
A cevada é um dos cereais mais produzidos no mundo. Possui diversas aplicações. Torrado e em pó, pode ser preparado como café, porém sem cafeína. Por isso, desistir de café não significa que você fica com nada para beber de manhã, e esse hábito pode ser um pouco mais fácil quando um delicioso substituto quente está disponível.
O café de cevada é considerado mais saudável do que o tradicional por não conter cafeína e ainda oferecer todas as propriedades nutricionais e medicinais que o cereal contém. Você encontra o pó de café de cevada em lojas de produtos naturais. Propriedades nutricionais da cevada
A cevada é um cereal rico em carboidratos, fibras, vitaminas do complexo B e minerais selênio e magnésio. O magnésio é um mineral utilizado na formação dos ossos e na liberação de energia dos músculos e o selênio é um antioxidante que ajuda a proteger as células e o organismo todo.
Em 100 gramas de grãos de cevada, encontra-se cerca de 73 gramas de carboidratos, 12 gramas de proteínas, 37,7 miligramas de selênio e 1,94 miligramas de magnésio. Por causa da grande quantidade de fibras, a cevada é considerada um alimento funcional.
Pelo teor de fibras, os integrais são incluídos na categoria dos alimentos funcionais, pois sua utilização dentro de uma dieta equilibrada pode ajudar no funcionamento do intestino, redução do colesterol e do risco de algumas patologias. A ingestão de fibras também é recomendada para quem quer perder peso. O alto teor de ingestão de fibras promove melhor aproveitamento dos nutrientes ingeridos e dá sensação de saciedade, o que reduz a fome. A melhor maneira de consumir cevada
Coloque meio litro de água para ferver. Quando começar a ferver, adicione duas colheres de sopa de cevada torrada e moída. Adoce a gosto com açúcar demerara ou mascavo.
Virtudes
Hipócrates, o pai da medicina, exaltou as virtudes curativas de suas sementes. Além de fonte alimentícia muito rica em proteínas, manganês, celulose, potássio, cal, amido e dextrina, a cevada é muito recomendada para tratamentos caseiros por ser refrescante, digestiva, diurética, depurativa e reconstituinte.
Cevada torrada e moída
Os grãos de cevada selecionados são torrados e moídos, dando origem ao café de cevada, considerado o melhor substituto do café com o benefício de não conter cafeína, podendo ser consumido por crianças, idosos, gestantes e adultos sem fazer qualquer malefício à saúde. Para cada meio litro de água, adicione duas colheres (sopa) do pó da cevada torrada e moída. Assim que levantar fervura, misture bem e coe. Pode ser servida pura ou acrescida de leite. Adoçar a gosto com açúcar demerara ou mascavo.
Saiba mais
Rica em carboidratos, proteínas e ácido silícico, importante na estruturação dos órgãos dos sentidos e sistema nervoso. Muito recomendada como alimento para atletas, pessoas em fase de crescimento, como restaurador do equilíbrio nervoso e estados de fraqueza intelectual. Sais minerais, selênio e magnésio
Os sais minerais selênio e magnésio encontrados na cevada em pó exercem uma função eminentemente plástica no organismo, tomando parte na formação dos tecidos que sustentam o organismo, do tecido ósseo e cartilaginoso, e participam da composição dos órgãos internos, glóbulos vermelhos, medula óssea, etc. A deficiência desses minerais pode causar doenças como raquitismo (cálcio) e anemia (ferro). Cevada x Café
Quem usa a cevada ao invés do café tem muitas vantagens. Uma delas é sua ação antioxidante, que inibe o aparecimento de vários tipos de câncer e doenças cardiovasculares. Outra grande vantagem é que a cevada não possui cafeína, um ingrediente ativo do café. Não podemos ignorar que a cafeína também possui propriedades benéficas para o organismo. Mas o grande problema é que a cafeína vicia, sendo que o seu consumo em doses elevadas poderá provocar tremores involuntários, bem como aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca. Fonte: JORNAL DO POVO – RS (texto extraído e adaptado por Farm. Dr. Marcio Nogueira Garcia)
A versão amarga também pode diminuir o risco de câncer, ajudar a controlar o colesterol e proteger a pele
O chocolate amargo é rico em antioxidantes
O chocolate pode proporcionar uma série de benefícios para o organismo. Porém, para que isso aconteça o alimento precisa contar com pelos menos 70% de pó de cacau em sua composição, ou seja, ser um chocolate amargo. Entre os pontos positivos do chocolate amargo destacam-se a diminuição de riscos de doenças cardiovasculares e de câncer. Além disso, o alimento protege o cérebro e pode contribuir para a diminuição do colesterol ruim e da pressão arterial. Todos esses benefícios ocorrem porque o chocolate amargo possui boas quantidades de pó de amêndoa de cacau que é rico em flavonoides. Esta substância é um poderoso antioxidante e proporciona todos esses pontos positivos para a saúdeO cacau, fruto do qual é feito o chocolate, é originário das regiões tropicais da América do Sul e Central. O fruto era muito prestigiado entre os povos Maias e Astecas e foi levado para a Europa pelos espanhóis. Esses povos pré-colombianos utilizavam o cacau para produzir uma bebida que era grande fonte de energia. Para elaborar o chocolate é retirada a amêndoa que fica dentro do cacau. Ela é rica em flavonoides, ferro, zinco, entre outras substâncias nutritivas. Após alguns procedimentos, é extraída uma gordura dessa amêndoa, a manteiga de cacau, e o restante dela é moído. Antigamente, bastava pegar esse pó e misturá-lo a aromatizantes para fazer uma bebida, porém o resultado era muito amargo.
Então, o açúcar foi adicionado na receita, na época este adoçante ainda não era refinado e a manteiga de cacau, que é rica em gorduras poli-insaturadas, passou a ser retirada e depois recolada na preparação. Assim, o primeiro chocolate era composto basicamente por pó da amêndoa do cacau, manteiga de cacau e açúcar.
Esta primeira combinação, apesar do açúcar, contém muitos pontos positivos. Isto porque o pó do cacau é rico em epicatequina, um tipo de flavonoide com forte ação antioxidante, e também contam com cromo, ferro, magnésio, fósforo, potássio e cafeína. Além disso, a manteiga de cacau conta com gorduras boas, as poli-insaturadas, que possuem um efeito protetor no organismo. Infelizmente, com o passar do tempo, muitos fabricantes de chocolate começaram a substituir a manteiga de cacau, que tem um preço elevado, por gorduras hidrogenadas, adicionaram mais açúcar, incluíram o leite e diminuíram o pó do cacau da receita. Assim, o alimento foi perdendo seus aspectos saudáveis.
Atualmente há diversos tipos de chocolate, alguns que ainda mantém as características da produção original e outros que tiveram a receita modificada e por isso já não proporcionam benefícios. Conheça cada tipo de chocolate:
Chocolate ao leite: Conta com pelo menos 25% de pó de cacau em sua composição, também possui leite, o que faz com que o alimento tenha colesterol e gordura saturada. Além disso, o doce possui muito açúcar e pode ter gorduras hidrogenadas.
Chocolate meio amargo: Conta com pelo menos 40% de pó de cacau em sua composição. Possui menos leite e açúcar. As quantidade de pó de cacau ainda não são suficientes para proporcionar benefícios consideráveis à saúde.
Chocolate amargo: Conta com pelo menos 70% de pó de cacau em sua composição. Este alimento não possui leite, e tem menos açúcar e gorduras. Quando consumido em quantidades moderadas, até 30 gramas por dia, pode proporcionar diversos benefícios para a saúde.
Chocolate branco: Não possui pó de cacau em sua composição. É feito com a manteiga do cacau e o açúcar e, infelizmente, em muitos casos também leva boas quantidades de gorduras hidrogenadas. Trata-se da pior opção para a saúde.
Nutrientes do chocolate amargo
Os flavonoides, especialmente a epicatequina, são as substâncias mais importantes do chocolate amargo. Elas estão presentes no pó da amêndoa do cacau e são um poderoso antioxidante, ou seja, agem combatendo os radicais livres presentes no organismo.
O chocolate amargo possui cafeína
Estes flavonoides irão diminuir os riscos de doenças cardiovasculares e de câncer, e podem baixar o colesterol ruim, LDL, e a pressão arterial. Eles também contribuem para diminuir as chances de derrames, melhoram a pele e protegem o cérebro.
Este chocolate conta com cafeína que é um estimulante do sistema nervoso central, melhorando a concentração e energia. Ela também tem um efeito termogênico, contribuindo para a perda de peso.
O alimento também possui boas quantidades de magnésio, importante para o bom funcionamento dos nervos e músculos e que ajuda a evitar a formação de pedra nos rins e vesícula. O ferro está presente no chocolate amargo e é importante para evitar a anemia. O alimento também conta com fibras, substância que contribui para melhorar o transito intestinal Nutrientes
Chocolate amargo - 30 g
Chocolate meio amargo - 30 g
Chocolate ao leite - 30 g
Chocolate branco - 30 g
Calorias
179 calorias
164 calorias
160 calorias
162 calorias
Proteínas
2.34 g
1.4 g
2.3 g
1.76 g
Gorduras totais
12.79 g
9.4 g
8.9 g
9.6 g
Carboidratos
13.77 g
18.35
17.8 g
17.7 g
Açúcar total
7.2 g
14.3 g
15.4 g
17.7 g
Fibras
3.3 g
2.1 g
1 g
0.1 g
Cálcio
22 mg
17 mg
57 mg
60 mg
Ferro
3.57 mg
2.4 mg
0.7 mg
0.07 mg
Magnésio
68 mg
44 mg
19 mg
4 mg
Fósforo
92 mg
62 mg
62 mg
53 mg
Potássio
214 mg
168 mg
112 mg
86 mg
Sódio
6 mg
7 mg
24 mg
27 mg
Zinco
0.99 mg
0.6 mg
0.69 mg
0.22 mg
Vitamina K
2.2 mcg
2.4 mcg
1.7 mcg
2.7 mcg
Cafeína
24 mg
13 mg
6 mg
0
Gordura saturada
7.3 g
5 g
5.5 g
5.8 g
Gorduras monoinsaturadas
3.8 g
2.8 g
2.1 g
2.7 g
Gorduras poli-insaturadas
0.37 g
0.3 g
0.4 g
0.3 g
Gorduras trans
0.009 g
0.034 g
0
0
Colesterol
1 mg
2 mg
7 mg
6 mg
Fonte: Tabela do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.
Confira qual a porcentagem do Valor Diário* de alguns nutrientes que a porção recomendada de chocolate amargo, 30 gramas, carrega:
33% de gorduras saturadas
26% de magnésio
25,5% de ferro
23,3% de gorduras totais
13,2% de fibras
13,2% fósforo
4,7% de proteínas.
*Valores Diários de referência para adultos com base em uma dieta de 2.000 kcal ou 8.400 kj. Seu valores diários podem ser maiores ou menores dependendo de suas necessidades energéticas.
Observe que apesar de possuir mais calorias, o chocolate amargo tem menos açúcar do que os demais. Quando comparados com o chocolate amargo, a versão meio amarga conta com o dobro de açúcar, 7 gramas a mais, o ao leite possui 8 gramas de açúcar a mais e o branco tem 10 gramas a mais. Benefícios comprovados do chocolate amargo
Protege o sistema cardiovascular: O flavonoide epicatequina do chocolate amargo, que também é encontrado no chá verde, estimula o aumento do bom colesterol, HDL, e a diminuição do ruim, LDL. O colesterol ruim pode oxidar, entupir o vaso sanguíneo e levar a problemas no coração. Além disso, os flavonoides ajudam a dilatar as artérias, permitindo melhor circulação do sangue.
Uma pesquisa realizada pela Universidade de Monash, em Melbourne, na Austrália, com duas mil pessoas, observou que o consumo de chocolate amargo com pelo menos 70% de cacau ajuda a prevenir infarto e a reduzir riscos de pacientes com problemas cardiovasculares. É importante ressaltar que este benefício só ocorre quando o chocolate é inserido em uma dieta balanceada.
Controla o colesterol: O flavonoide epicatequina do chocolate amargo ajuda a aumentar o bom colesterol, HDL, e a diminuir o colesterol ruim, LDL.Reduz a pressão arterial: Os flavonoides presentes no chocolate ajudam a promover a dilatação das artéria, diminuindo a resistência arterial, o que contribui para a melhora da pressão arterial. Uma análise de 20 estudos, pesquisas que reuniram no total mais de 850 participantes, feita pelo Cochrane (grupo internacional avaliador de pesquisas) observou que comer chocolate amargo ajuda a diminuir a pressão arterial.
Diminui o risco de câncer: O chocolate amargo possui boas quantidade de flavonoides que são poderosos antioxidantes. O câncer tem relação com a oxidação do DNA, a oxidação excessiva aumenta o risco da doença. Como os flavonoides agem impedindo uma parte dessa oxidação, eles acabam evitando o risco de câncer. Protege a pele: A radiação ultravioleta aumenta as oxidações das células da pele. Como os flavonoides do chocolate amargo possuem forte ação antioxidante, eles irão proteger um pouco a pele contra essa radiação.
Um estudo realizado pela Universidade de Laval em Quebec, no Canadá, feito com 60 mulheres, observou que o consumo de chocolate amargo ajuda a suportar altas doces de radiação solar na pele.
Proporciona sensação de bem estar: O chocolate é fonte de triptofano, este aminoácido é precursor da serotonina, hormônio responsável pelo prazer. Além disso, o alimento possui neurotransmissores que estão relacionados com o relaxamento e redução da ansiedade.
Protege o cérebro: Por conter os flavonoides que possuem ação antioxidante, o chocolate amargo diminui o excesso de oxidação no cérebro e pode prevenir doenças degenerativas como o Alzheimer.
Uma pesquisa realizada pela Universidade de Toronto no Canadá, mostrou que consumir chocolate amargo ajuda a diminuir os riscos de ter um acidente vascular cerebral (AVC). A pesquisa envolveu diversos estudos em conjunto e um deles foi feito com 45 mil voluntários Ação antioxidante: A forte ação antioxidante dos flavonoides presentes no chocolate amargo agem combatendo os radicais livres e assim proporcionam benefícios para todo o organismo. Além de diminuir o risco de câncer e problemas cardiovasculares, eles também evitam o envelhecimento celular.
Benefício polêmico do chocolate amargo
Ajuda a emagrecer: Uma pesquisa realizada pela Universidade de Chung Hsing em Taiwan observou que os ácidos fenólicos presentes no cacau podem aumentar a produção do hormônio leptina que aumenta a sensação de saciedade.
Além disso, o chocolate conta com a cafeína que tem uma ação termogênica, ou seja, acelera o metabolismo e assim ajuda a queimar calorias. Um estudo realizado pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, constatou que pessoas saudáveis que praticavam exercícios físicos e comiam chocolate cerca de duas vezes por semana tendiam a ter o índice de massa corpórea menor do que aqueles que se exercitavam e comiam chocolate com menos frequência.
É importante ressaltar que este benefício só pode ocorrer quando o alimento é inserido em uma dieta balanceada. Mesmo assim, alguns especialistas da saúde acreditam que o chocolate amargo não contribui com a perda de peso porque apesar de conter essas substâncias benéficas, ele também possui altas quantidade de açúcar.
Quantidade recomendada de chocolate amargo
A quantidade recomendada de chocolate amargo é 30 gramas por dia, mais do que isso pode ser problemático já que o alimento é muito calórico. Como consumir o chocolate amargo
O chocolate amargo pode ser consumido puro, mas também é interessante prepará-lo com frutas, especialmente as vermelhas e roxas. Isto porque elas possuem forte ação antioxidante e em conjunto com o chocolate, podem ajudar a potencializar os benefícios do doce.
Evite consumir o chocolate amargo com o leite ou outras fontes de cálcio, pois o oxalato presente no cacau inibe a absorção do cálcio.
Compare o chocolate com outros alimentos
Quando comparamos o principal elemento que compõe o chocolate amargo, o cacau, com outras frutas que também são utilizadas para elaborar doces saudáveis, o cacau leva algumas vantagens.
Com relação ao coco cru, o cacau possui 420 vezes menos gorduras do que o coco. Além disso, ele conta com os flavonoides que são poderosos antioxidantes e o coco não possui essa substância. Já o cupuaçu conta com uma proteína de maior valor biológico do que a do cacau. Porém, assim como o coco, ele não possui os flavonoides do cacau.
Nutrientes
Cacau cru - 100 gramas
Coco cru - 100 gramas
Cupuaçu cru - 100 gramas
Calorias
74 calorias
406 calorias
49 calorias
Proteínas
1 g
3,7 g
1,2 g
Lipídeos
0,1 g
42 g
1 g
Carboidratos
19,4 g
10,4 g
10,4 g
Fibra alimentar
2,2 g
5,4 g
3,1 g
Cálcio
12 mg
6 mg
13 mg
Magnésio
25 mg
51 mg
18 mg
Manganês
0,04 mg
1 mg
0,07 mg
Fósforo
9 mg
118 mg
21 mg
Ferro
0,3 mg
1,8 mg
0,5 mg
Sódio
1 mg
15 mg
3 mg
Potássio
72 mg
354 mg
331 mg
Cobre
0,15 mg
0,45 mg
0,07 mg
Zinco
0,6 mg
0,9 mg
0,3 mg
Vitamina C
13,6 mg
2,5 mg
24,5 mg
Fonte: Tabela Brasileira de Composição de Alimentos - TACO, 2011. Combinando o chocolate amargo
Chocolate + outros antioxidantes: Incluir na sua dieta outros alimentos antioxidantes além do chocolate amargo é bom para a saúde. Isto porque o doce é muito calórico e por isso não pode ser a única fonte de antioxidantes, já que não pode ser consumido em grandes quantidades. Inclua frutas, especialmente as vermelhas e roxas, na dieta e chás também são boas opções, o chá verde possui o mesmo flavonoide que o cacau. Dessa forma é possível obter boas quantidades de antioxidantes e menos calorias.
Chocolate + banana: Ambos os alimentos são fontes de triptofano que é precursor da serotonina, hormônio responsável pelo prazer. Assim, essa combinação é certeira para proporcionar a sensação de bem-estar.
Contraindicações
O chocolate amargo não é recomendado para pessoas portadoras de diabetes. Apesar de ele conter flavonoides que devido à ação antioxidante melhoram a sensibilidade à insulina, o alimento também conta com boas quantidades de açúcar. Isto pode elevar os níveis de glicose e desencadear uma crise.
Pessoas com obesidade e alergia ao cacau também devem evitar o chocolate amargo. Quem tem alergia ou intolerância à lactose precisa checar se o alimento realmente não possui esta substância.
Não há uma relação comprovada entre o consumo de chocolate e a acne. Isto irá depender de cada pessoa, alguns indivíduos podem desenvolver acne após o consumo de um alimento mais oleoso, como o chocolate.
Riscos do consumo excessivo
O principal problema do consumo excessivo de chocolate amargo é o ganho de peso. Além disso, as grandes quantidade de açúcar podem também aumentar os níveis de colesterol e triglicerídeos no sangue e aumentar o risco de diabetes.
O excesso do chocolate ainda pode causar dor de cabeça, pois possui aminas vasoativas que podem provocar a dilatação das veias cerebrais. O excesso de chocolate também pode aumentar a propensão a cálculos renais porque o alimento é rico em oxalato.
Receitas com chocolate
O chocolate amargo proporciona sensação de bem-estar